Bom, como a grande maioria dos meus amigos sabem eu adoro videogame, não sou viciado, mas todo final de semana eu jogo. Quero mostrar aqui um jogo que pra mim é um dos melhores, se chama Resident Evil, vou contar um pouco pra vocês dessa série agora.
RESIDENT EVIL
Tudo começou no ano de 1996 quando a série foi inaugurada pela CAPCOM no saudoso Playstation 1, batizado carinhosamente de PS1. Naquela época o console não tinha grande poder de processamento e estava dando os primeiros passos rumo aos gráficos em 3D, que são bastante simples para os padrões atuais, mas não para a época de seu lançamento.
Mesclando gráficos em 3D num plano de fundo pré-renderizado em 2D, Resident Evil 1 da origem ao consagrado gênero chamado "survival-horror" introduzindo elementos de ação e terror de forma única, que jamais fora vista num jogo de video-game, levando o jogo a outro nível.
O jogo conta a história dos integrantes do grupo S.T.A.R.S. (Rebecca Chambers, Chris Redfield, Jill Valentine, Barry Burton e Albert Wesker) que são enviados às Montanhas Arklay em Racoon City para desvendar uma série de assassinatos envolvendo canibalismo. Ao chegar as tais montanhas eles percebem que o problema era bem maior do que imaginavam. Presos em uma mansão por motivos científicos (medo de um punhado de cachorrinhos mutantes inofensivos que os perseguiam), eles descobrem que esses assassinatos estão ocorrendo devido a experiências ilegais com seres humanos em um conglomerado farmacêutico conhecido como Umbrella Corporation.
Nomeado T-Virus, uma substância mutagênica e altamente contagiosa, é a responsável por transformar as pessoas e animais do local em zumbis comedores de carne humana. Cabe então a S.T.A.R.S. descobrir quem está por detrás desta conspiração.
Será que eles conseguem?... Já conseguiram faz tempo, pois R.E.1 é apenas o "primeiro de muitos".

RESIDENT EVIL 2
Lançado em 1998, R.E.2 (também abreviado carinhosamente) continua o legado da série de terror mais aclamada de todos os tempos, tanto pela crítica como pelos jogadores de todo o mundo.
A partir de R.E.2 a serie amadurece a fórmula e introduz novos elementos como a possibilidade de jogar com 2 personagens diferentes trilhando caminhos diferentes, sob uma perspectiva única de cada um na história. Foi adicionado também um nível de classificação do progresso da aventura, que contava com letras do alfabeto para determinar o "quão bem você mandou ver". Para conseguir a cobiçada nota "A" você precisava "apenas" zerar o jogo em menos de 3 horas no modo normal sem usar nenhum spray de cura. Fácil não?!
Nessa sequência um policial novato chamado Leon S. Kennedy e uma motoqueira chamada Claire Redfield chegam a Racoon City, onde algumas pessoas foram infectadas pelo vírus "graças" a ratos infectados que vieram da mansão. Sem saber o que estava acontecendo na cidade e sem se conhecerem os 2, em pontos diferentes da cidade tem seus primeiros encontros com os zumbis que infestam o local. No desenrolar da trama eles se encontram e unem forças para descobrir como a cidade foi infectada e o que é o T-Virus.
Querem saber o que lhes espera no próximo capítulo?... Que coincidência, eu também.

RESIDENT EVIL 3
Como num piscar de olhos, em 1999 R.E.3: Nemesis da as caras, para a alegria dos fanáticos pela série que terão mais uma vez a oportunidade de sentirem suas espinhas congelarem pra valer e pularem de suas cadeiras de tanto terror e medo que só Resident Evil consegue proporcionar.
Mantendo o padrão já reconhecido nos gráficos e na jogabilidade, este introduz novidades à série, como um movimento de esquiva que serve para dar aos jogadores uma chance de se desviar dos ataques dos "devoradores de cérebro". Há também a inclusão de um sistema de criação de munições a partir da combinação das munições padrões, dando ao jogador a oportunidade de explorar melhor os pontos fracos dos inimigos.
Este R.E. conta o lado de Jill Valentine, um dos sobreviventes do incidente de Racoon City, e como ela fará para escapar de uma vez por todas desta cidade "amaldiçoada". No meio de sua interminável fuga, Jill se depara com seu pior pesadelo... Como o título do jogo sugere, Nemesis, a arma mais forte da Umbrella Corporation é o vilão da história e tem a missão de eliminar todos os membros sobreviventes da S.T.A.R.S. Enquanto isso um grupo de mercenários contratados pela Umbrella com o intuito de limpar o nome da empresa, estão em missão oficial na cidade. Tentando escapar de Nemesis, Jill acaba conhecendo um dos integrantes do grupo de mercenários conhecido como Carlos Oliveira, o qual a ajudará a sair da cidade.
Devem estar se perguntando: E o Nemesis, o que aconteceu com ele?... Querem saber?... Basta zerar o jogo.

RESIDENT EVIL CODE: VERONICA
Mais um ano se passou, outro RE a Capcom nos mandou. Rimas a parte, um ano após o lançamento de "Nemesis" e já podemos conferir outro título da série Resident Evil para dar prosseguimento a história e o desenrolar de uma nova trama.
Não é toa que este é considerado um dos melhores R.E. já feitos, pois conta com inúmeras mudanças bem-vindas à série, como a mudança nos gráficos, que passaram a ter fundo totalmente em 3D ao invés dos pré-renderizados em 2D; ter cenas de animação mais realistas; ser o 1º da série a introduzir expressões faciais e movimentação labial; ter a melhor trilha sonora da série; dentre outras mudanças.
Code: Veronica nos trás devolta alguns personagens antigos da série, como Claire Redfield, que parte em busca de seu irmão Chris Redfield, o qual ela acredita ser um dos sobreviventes do incidente na mansão. Ela parte inicialmente para uma ilha pertencente a Umbrella chamada de Ilha Rockfort, porém é capturada pelos soldados da ilha e aprisionada em uma cela. Após acordar sem saber o que fazer, ela encontra Rodrigo, um outro prisioneiro que a ajuda a escapar da cela.
O que Claire não sabia é que naquela ilha vivia Alfred Ashford, descendente da família Ashford. A partir daí Claire descobre que Alfred é obcecado por Alexia Ashford, sua irmã gêmea falecida. Ela era muito inteligente, praticamente chegava aos pés de Veronica Ashford e o que pensavam é que ela havia morrido ao mexer com um de seus próprios experimentos. Mas descobre-se que Alexia estava viva ainda e carregava em si o T-veronica, um vírus que ela mesma havia criado em homenagem a matriarca da família Ashford, e Wesker, ex-integrante da S.T.A.R.S. se interessa pelo vírus que Alexia carrega e vai atrás da ilha para conseguir a única amostra existente do vírus que estava no corpo de Alexia.
Após alguns ocorridos na ilha, Chris recebe uma mensagem de Leon S. Kennedy e vai para a Ilha Rockfort procurar sua irmã, Claire, mas, assim que chega lá, descobre que ela foi levada para uma base na Antártida. Além de descobrir que a contaminação foi além da ilha, Chris terá de interromper os planos de Alexia.
Cansados de tanto ler?... Calma, não chegamos nem na metade ainda. Brincadeira.

RESIDENT EVIL 4
Após um longo tempo desde Code: Veronica, eis que em 2005 surge um novo Resident Evil para matar a sede dos amantes da série, mas parece que algo estava diferente neste R.E. A CAPCOM desta vez resolveu renovar a série aplicando mudanças drásticas na jogabilidade e até mesmo no gênero do jogo, que agora pende mais para o lado da ação do que do terror que a consagrou.
Contando com gráficos até então nunca vistos na série, principalmente no Gamecube onde os gráficos eram de longe superiores à versão do PS2, com texturas, sombras, iluminação e efeitos de shaders impecáveis. R.E.4 muda completamente a forma de se jogar Resident Evil. O que antes era aquele clima de terror e expectativa de susto a cada esquina ou corredor, tornou-se muito mais ação, afetando a jogabilidade que se tornou mais dinâmica para favorecer o combate devido ao aumento expressivo de zumbis na tela.
Enquanto essas mudanças parecem ter irritado um pouco os antigos fãs da série, o jogo conquistou novos fãs e se tornou sucesso absoluto, tanto é que vendeu até hoje aproximadamente 5 milhões de cópias em todo o mundo e tem uma média de avaliações bem respeitável de 9/10 entre sites de análises conhecidos e confiáveis, além de ter ganho diversas premiações.
Temos Leon S. Kennedy como protagonista novamente, mas desta vez o jogo não se passa na famosa Racoon City e sim em uma remota vila na Espanha. Ele é contratado como agente do governo para resgatar a filha do presidente que fora sequestrada e levada para essa vila. Chegando à vila, Leon se depara com os moradores locais, que agem de forma muito estranha, e que não demora muito para começar a ser atacado pelos mesmos.
Em busca de respostas que levem ao local onde a filha do presidente possa estar, Leon descobre que na aldeia foram feitas escavações em minas e, em uma delas, havia uma substância gasosa que infectou os mineradores que a haviam inalado. Essa infecção se espalhou por toda a aldeia contaminando os moradores da região, fazendo com que o parasita instalado dentro de seus corpos passe a controlá-los, tornando-os agressivos aos forasteiros. Basta contar o número de vezes que se houve os moradores chamando Leon de "Forastero".
No decorrer do jogo Leon encontra a filha do presidente, Ashley Ghram, que passa a segui-lo, e por conta disso ele tem o dever de protegê-la da ameaça dos moradores. Leon também encontra uma mulher com quem teve relações no passado, Ada Wong, que se tornara espiã com o intuito de obter uma amostra do parasita que infesta os moradores.
Daí por diante ocorre uma série de reviravoltas que faz Leon iniciar outra busca por Ashley e pôr fim a ameaça no vilarejo.
E vocês, o que acharam das mudanças? Confirmado, Plausível ou Detonado?

RESIDENT EVIL 5
Parece que o Mito foi Confirmado, pois Resident Evil 5 trilha o mesmo caminho que seu antecessor, focado na ação com uma leve pitada de terror. Como dito anteriormente, houveram muitas controversas quanto a essa decisão de mudar a forma com R.E. é jogado, mas que não abalou o título como um todo, mantendo firme e forte o nome da franquia.
Apesar de não ser tão inovador como o seu antecessor, R.E.5 faz bonito na atual geração de consoles com texturas de altíssima definição, efeitos de luz e sombra dinâmicos, modelagem de personagens de cair o queixo, sons muito bem capturados e cenas não-interativas feitas a partir de uma versão aprimorada da engine própria da CAPCOM conhecida como MT Framework, também usada nos jogos Lost Planet e Devil May Cry 4. Enfim, tudo o que há de melhor e mais atual em termos de tecnologia gráfica de ponta foi usada em R.E.5 pra criar um nível de realismo incrível. O ambiente do jogo é vasto, bem diferente dos ambientes enclausurados dos anteriores ao R.E.4. Rico em detalhes, com dezenas de objetos destrutíveis pelo cenário graças a implementação da engine física Havok, dão o toque final para criar uma experiência de jogo envolvente.
Uma década após o incidente na Mansão, Chris Redfield continua na batalha contra a proliferação de armas biológicas, mesmo após o fim da Umbrella. Um dos fundadores da B.S.A.A. (Bioterrorism Security Assesment Alliance, ou Aliança de Avaliação de Segurança em Bioterrorismo), o ex-S.T.A.R.S. é atormentado por lembranças de seu passado e pela perda de sua parceira, Jill Valentine, dada como morta após uma missão mal-sucedida. Seguindo uma pista, ele é levado à África, onde uma transação ilegal está prestes a acontecer. Na Zona Autônoma de Kijuju, ele se une a Sheva Alomar, e juntos devem impedir o negócio e prender o responsável pela venda, Ricardo Irving. A missão, porém, se revela muito maior do que uma simples prisão, quando o destino do planeta é colocado em jogo e Chris se vê frente a frente com seu maior inimigo, Albert Wesker, que conhece a verdade sobre a morte de Jill.

É isso ai pessoal, espero que tenham gostado. Abraços.
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